Quase nada, que ocorre. Algo perdido no escuro fundo que belisca. Um sol que esturrica fundo de poço secando após tempestade. É esse vai-e-vem de ser sendo sabe-se lá o que. Milhares passantes em dias corridos. Campos abertos de árvores, tempos de bichos grandes e pequenos, sobreviventes modernos de ir e vir mantendo o código. Código? Será? Eterna travessia. Devir. Quem é que sabe de si diante do mundo... amadurecer nessa raça é tornar-se pesado na cabeça... todo fruto maduro tem destino certo... morte, comida e semente. Se eu minto? Não sei... só vivendo para dessaber.
sábado, 28 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
"Eu quase nada não sei. Mas desconfio de muita coisa."
"Quando escrevo, repito o que já vivi antes. E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser um crocodilo porque amo os grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem. Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas são tranqüilos e escuros como o sofrimento dos homens."
"Amor fati" [amor ao destino]: seja este, doravante, o meu amor. Não quero fazer guerra ao que é feio. Não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. Que minha única negação seja 'desviar o olhar'! E,
tudo somado e em suma: quero ser, algum dia, apenas alguém que diz sim." (F. Nietzsche)