domingo, 2 de maio de 2010

sábado, 1 de maio de 2010

Indefinido Interior...


Dê-me as mãos...


Metamorfose


É tudo tão orgânico que foi preciso inventar um perdão inorgânico! Existimos matando e morrendo continuamente. Em nome das sementes, dos grãos, das raízes, vermes e de todos aqueles que mamam, estamos todos sentados em confortáveis sofás, eretos, lustrosos e de bocas ávidas para morder, nem que seja a consciência. Sim! Que confortável topo nessa cadeia. Respeitáveis seres que, alimentados das entranhas da Terra, produzem arte, música e tudo de mais de abstrato que se pode ter. Novamente SIM! Isso é um auto-perdão. Somos educados. Como sou educado! Agora um não! Educado mesmo foi aquele cidadão que pronunciou: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Pois então! Estou aqui mostrando a minha cara transformada. (J.H.R)
(imagem: Metamorfose de Narciso - Dali)

Sem fim....


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Uni[Verso]

Mônadas Alvíssimas
Lentamente pulsam
Vidas movediças
Nas tramas que se edificam

Em um silêncio marrom
Algo quente que borbulha
Na primeira instância do som
Simétrico triz de fagulha

Já são dois na imensidão
É um estranhamento
A primeira visão
Estremecimento

O primórdio:
Da Dor
Do Som
Da Cor e Ódio

O Amor é tardio
Tem luxo e abundância
É vencimento lascivo
Tudo ainda vem de longa distância

No infinito que é sonho
Deu-se música
Deu-se beleza
Reflexivamente escoa e ecoa

Em todas ondas roxas
Nas faixas sonoras escuras
Todos lamentos e sorrisos
Ascendem e descendem mundos
(José Humberto Ribeiro)