quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ou pode ter sido isso...


Quem é quem sabe? No que vai dar essa tentativa de auto-encontro? O que se dizer um ao outro naquele exato momento impreciso? Aquele que sente e aquele que sabe num estranhamento que é quase impossível dizer que são da mesma entranha. Ambos de carne crua e querendo nascer. Diga-me! O que dirão um ao outro? Acredito apenas que haverá um topor, na fluidez de sangue, ora um pálido e anêmico, ora um pulsante e corado. Mas isso não é dizer, mas também não é silenciar. Então pode-se dizer uma frase para isso que não significa nada, mas é o corpo falando: febre vermelha de sede azul nos olhos sons verdes de ondas de sal no nascer do sol de um dia estrelado de lados opostos para um vértice de lua em plena minguância de verniz que ilumina o dia... assim disse o corpo de si para si em nome de nada e em proveito da vida...

J.H.R

2 comentários:

  1. Quem souber a resposta primeiro avisa o outro! rs

    Saudades de vc meu amigo pássaro! Saudades de voar na sua escrita, sempre tão bela e profunda!

    Achei-o de novo na caminhada... continuemos...

    Bjs!

    Ξ ѕ t є я ツ

    ResponderExcluir